Um dia ainda caso com você

amigo

Se não me engano foi o olhar, pô olhar de olhos assim é sacanagem. Ainda mais para a gente que está acostumada com tanto cinza da cidade. Quase um presente. Depois tinha aquele sorriso descarado, sorrisinho de tiração de onda generalizada, há, tinha aquilo que você fazia com a mão sem perceber. Eu gostava.

Pensava seriamente em te raptar, acho que você acharia engraçada essa ideia, ia me chamar de boba e a gente iria cair na risada lá na praia. Gosto disso que você tem de sair topando a coisa toda. Facilita meu lado, facilitou quando precisei de uma casa para dormir e a gente dividiu a sua cama de solteiro, por dias. E o cobertor também. Ou quando você deixou sua hamster comigo para eu não me sentir solitária. Só você mesmo. Delícia de você.

Tem também a maneira que você explica de como eu posso cortar caminho pelo centro da cidade, aquela viela perto do seu trabalho me salvou inúmeras vezes! Nem me diga. Lembra que a gente foi no Rosa do Egito comer um kebab? Divertido, né? Depois, a gente não conseguiu comer por dois dias… Gosto de como você saca a minha fome, você me leva a sério, sabe que minha fome é coisa grande e de sustância, coisa que gente com a cabeça no lugar não desafia. Fora seu ombro que está sempre lá, para uma deitadinha de cansaço, uma rampa de acesso para as minhas lágrimas, para o abraço sem razão,

Olha é sério, um dia ainda caso com você.

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